terça-feira, 1 de novembro de 2011

Repasse interno CBC

Galera aqui na SRE - Araçuaí, cada integrante fez o seu repasse interno do seu CBC, o meu, eu montei direitinho e fiz uma cópia em WORD, retirando as informações dos Slides... vou postar aqui pra vocês, se alguém tiver interesse, envie um e-mail para samuel.ramalho@educacao.mg.gov.br e peça o arquivo em Power Point que passo OK... grande abraço

NO final tem os Eixos, mais no entanto eles estão só copiados ai, o que cada um deve ter com certeza.

Grande abraço e espero o e-mail de cada um de vocês que achar preciso.

CBC DE EDUCAÇÃO FÍSICA – EQUIPE PIP II - SER – ARAÇUAI
ANALISTA PEDAGÓGICO - SAMUEL RAMALHO

INTRODUÇÃO

Esta revisão do CBC é fruto da avaliação contínua do seu processo de implantação e levou em consideração:

• As avaliações realizadas pelos professores e professoras das Escolas-Referência, em maio de 2005;
• As ponderações apresentadas pelos professores nos dois encontros de representantes de área;
• As análises efetuadas pelas consultoras durante o processo de elaboração das Orientações Pedagógicas (OP´s) e dos Relatórios de atividades (RA´s);
• A viabilidade da proposta, tendo em vista as condições atuais das escolas e as projetadas no PDPI.

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

• A capoeira deixa de ser um conteúdo complementar, tornando-se conhecimento pertinente ao CBC;

• O lazer, entendido nesta proposta como uma das finalidades da Educação Física, dimensão fundamental da formação humana, passa a ser considerado em todos os eixos temáticos. Assim como os estudos sobre o corpo, o lazer perpassa todo o conhecimento da Educação Física.

EDUCAÇÃO FÍSICA: UMA CONSTRUÇÃO HISTÓRICA
A Educação Física, no âmbito escolar, vem mudando, ao longo do tempo, de acordo com os princípios éticos da sociedade e os projetos político-pedagógicos construídos em cada época. Assim, o que hoje estamos chamando de Educação Física passa, necessariamente, pela reflexão sobre o seu processo de constituição como componente curricular na história da escola moderna.

n “A Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da educação básica, ajustando-se às faixas etárias e às necessidades da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos” (BRASIL, 1996).

  • A redação desse artigo da LDB foi alterada duas vezes. Primeiramente, incluindo o termo obrigatório, e depois, incorporando a seguinte redação:

§ 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática facultativa ao aluno:

• que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas

• maior de trinta anos de idade;

• que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, estiver obrigado à prática da educação física;

• amparado pelo Decreto-Lei n. 1.044, de 21 de outubro de 1969;

• que tenha prole.

RAZÕES QUE JUSTIFICAM O ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA

Como área do conhecimento, a Educação Física deve tratar das práticas corporais construídas ao longo dos tempos. Todavia, não se trata de qualquer prática ou movimento, e sim os que se apresentam na forma de esporte, ginástica, jogos, brincadeiras, dança, movimentos expressivos, dentre outros. Essas vivências, seus conceitos, sentidos e significados são conteúdos legítimos a ser problematizados em todos os níveis da educação básica

FINALIDADES DA EDUCAÇÃO FÍSICA

Discutir a importância da Educação Física à luz da proposta da Unesco para a educação no século XXI, nos permitiu redimensionar suas finalidades a partir de quatro pilares: aprender a conhecer e a perceber; aprender a conviver; aprender a viver; aprender a ser.

DIRETRIZES PARA O ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA

• Corpo concebido na sua totalidade;

• A qualidade de vida como requisito para a vivência corporal plena;

• As práticas corporais como linguagem;

• A ludicidade como essência da vivência corporal;

• A escolarização como tempo de vivência de direitos;

• A democracia como fundamento do exercício da cidadania;

• A ética e a estética como princípios norteadores da formação humana.

A QUALIDADE DE VIDA COMO REQUISITO PARA A VIVÊNCIA CORPORAL PLENA

É comum pensar a qualidade de vida apenas na perspectiva da saúde, entendida como ausência de doença.

Entretanto, a qualidade de vida, considerada na perspectiva do corpo totalidade, é o estado de bem-estar geral dos sujeitos, em todas as suas dimensões.

Assim, falar em qualidade de vida implica pensar, sobretudo, na dignidade humana, na saúde como o estado de bem-estar biopsicossocial dos sujeitos, nas relações desses sujeitos consigo mesmos, com o outro, com os meios físico, cultural e social. Isso, por sua vez, implica levar em conta diferentes fatores que atuam nas condições de vida dessas pessoas, como os condicionantes das dimensões biológicas, psicológica, social, cultural econômica, ambiental, espirituais dentre outras.

A LUDICIDADE COMO ESSÊNCIA DA VIVÊNCIA CORPORAL

A ludicidade como essência da vivência corporal dos alunos tem como características básicas o prazer e o exercício da liberdade, os quais, por sua vez, implicam em realizar escolhas de forma autônoma, assumindo quaisquer responsabilidades sobre ela.

* é uma atividade voluntária, o que implica tomadas de decisão dos participantes na organização da experiência;
* é uma ação movida pelo desejo e satisfação de quem participa;
* tem limites de tempo e de espaço próprios, ou seja, limites dados pelos participantes e que, por isso, possuem significados para eles;
* possibilita aos participantes organizar a atividade e construir ou (re)criar coletivamente suas regras. Nesse sentido, a vivência lúdica constitui espaço de inovação e criatividade;
* é uma atividade que tem a tendência a se tornar permanente, após sua vivência, pois motiva a repetição do vivido e a formação de hábitos e de grupos com os mesmos interesses culturais.

ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS

“A organização de um ‘programa mínimo’ para a Educação Física, deverá pelo menos, conseguir pôr fim à nossa ‘bagunça interna’ enquanto disciplina/atividade escolar, ou seja, o fato de não termos um programa de conteúdos numa hierarquia de complexidade, nem objetivos claramente definidos para cada série de ensino. O professor decide, de acordo com alguns fatores, entre eles o seu bom ou mau humor, o que ensinar.” (KUNZ,1994, p.143)

PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS

n Reconhecimento e valorização das experiências e conhecimentos prévios dos alunos;

n Consideração da diversidade cultural como ponto de partida da educação inclusiva;

n Integração teoria-prática;

n Interdisciplinaridade;

n Articulação coerente entre conteúdos, métodos e recursos didáticos;

n Ressignificação da concepção dos espaços e tempos;

n Avaliação processual e permanente;

n Aprendizagem continuada

n

CARTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Da indispensabilidade de uma Educação Física de qualidade nas escolas

d) Tenha práticas esportivas e jogos em seu conteúdo, sob a forma de Esporte Educacional, que ao não reproduzir o esporte de rendimento no ambiente escolar, deve apresentar-se com regras específicas que permitam atender a princípios sócio-educativos;

e) Possibilite ao aluno uma variedade considerável de experiências, vivências e convivências no uso de atividades físicas e no conhecimento de sua corporeidade;

Avaliação do Processo Ensino-Aprendizado

Historicamente, o fato de a Educação Física ser concebida como atividade e a avaliação escolar estar atrelada à idéia de atribuir nota, na perspectiva de aprovação ou reprovação, tem contribuído para que os professores dessa área não avaliem o processo ensino-aprendizagem de forma sistemática. A avaliação merece atenção especial, uma vez que desempenha diversas funções e serve a vários objetivos, não só para os alunos como para os professores, para a instituição escolar, a família e o sistema social.

O que Avaliar no Ensino da Educação Física?

A resposta a essa pergunta depende, em primeiro lugar, da intencionalidade da nossa ação pedagógica: O que o aluno precisa aprender? Que conhecimentos, competências, habilidades, atitudes/valores/comportamentos os alunos precisam desenvolver? Afinal, o que pretendemos ensinar? Nessa perspectiva de avaliação, diferentes variáveis precisam ser analisadas, dentre as quais destacamos:

• A proposta de ensino da Educação Física (objetivos, princípios, metodologias de ensino, conteúdos de ensino;

• O desempenho do professor (competência/habilidade para ensinar, a metodologia e os recursos utilizados, a relação com o aluno, o compromisso com o ensino, etc.);

• O nível de aprendizagem/desempenho do aluno (grau de desenvolvimento das competências e habilidades, nível de participação, interesse, freqüência, assiduidade, pontualidade, relação com colegas e professores, dentre outros);

• A infra-estrutura física e material da escola.

Para que Avaliar?

Avalia-se para conhecer os alunos, suas necessidades e seus interesses, para diagnosticar se o aluno está aprendendo e se o professor está ensinando de forma adequada, para planejar o ensino – para detectar, ao longo do processo, os avanços conquistados, bem como as dificuldades que precisam ser superadas pelos professores, pelos alunos, pela instituição e pela família.

Nesse cenário, a avaliação está comprometida com o contínuo aprimoramento dos sujeitos e do processo ensino-aprendizagem. O conhecimento sobre os limites/dificuldades e as competências/potencialidades dos alunos e professores permite tomar decisões que, efetivamente, possam promover o aperfeiçoamento pessoal e coletivo. Nessa lógica de avaliação, as dificuldades passam a ser ponto de partida para a superação e melhoria do desempenho. Avalia-se, também, para diagnosticar níveis de aprendizagem, bem como interesses, preferências, opiniões e sugestões que possam contribuir para a melhoria do processo ensino aprendizagem. Em outras palavras, avalia-se para verificar em que medida os alunos desenvolveram as competências e as habilidades esperadas. Além dessas funções, a avaliação pode ser utilizada para classificar/selecionar grupos de alunos para participar de determinados eventos culturais e esportivos. Nesse sentido, ela serve para selecionar/excluir, aprovar/reprovar.

Mas quem Avalia?

Partindo do pressuposto de que a avaliação é parte intrínseca do processo ensino aprendizagem, todos os que estão envolvidos devem participar de forma crítica e dialogada: alunos, professores, dirigentes, comunidade, famílias. Enfim, todos aqueles que estão comprometidos com a melhoria do ensino da Educação Física. É importante ressaltar que a escola possui instâncias e momentos específicos para que esses sujeitos se posicionem perante o processo de avaliação (conselho de classes, colegiados, conselhos de pais, etc.). No cotidiano, porém, alunos e professores devem tornar essa prática uma constante. É importante que os professores de Educação Física participem de todas as instâncias de avaliação coletiva.

Quando se Deve Avaliar?

É fundamental que a avaliação, no contexto do ensino da Educação Física, esteja presente ao longo de todo o processo educativo. Inicialmente, os professores devem fazer um diagnóstico para detectar o que os alunos já sabem, o que eles ainda precisam aprender e quais são suas necessidades. A partir daí, a avaliação deverá ser realizada de forma contínua, para acompanhar e retroalimentar a trajetória de aprendizagem do aluno, ao longo de cada aula, tendo em vista as intencionalidades das ações pedagógicas estabelecidas em curto, médio e longo prazo.

Como Avaliar?

Coletando dados/informações sobre o processo ensino-aprendizagem, utilizando diversos instrumentos: observações sistemáticas (registros, relatórios, fichas avaliativas), entrevistas escritas e orais (aulas dialogadas com registro), questionários, vídeos, fotos, testes, provas escritas e orais, auto-avaliação, pesquisas, debates, seminários, interpretação de desenhos, dentre outros. Cada um desses instrumentos possui especificidades quanto à sua utilização. Uma vez coletados, os dados precisam ser organizados, categorizados e analisados de forma tal que professores, alunos, escola, família possam fazer uma leitura crítica dos seus significados. A análise dos dados deve ser feita à luz de referenciais, isto é, de critérios (padrões de desempenho, conduta, atitude) previamente estabelecidos em coerência com os objetivos e princípios norteadores da proposta pedagógica da escola. Esses critérios permitirão fazer um julgamento de valor (ótimo, bom, regular, ruim, baixo/alto, aprovado/reprovado, rápido/lento, apto/inapto) sobre o nível de aprendizagem/desempenho dos alunos e também dos professores. Esse conjunto de informações subsidiará a tomada de decisão do professor sobre a aprendizagem do aluno e do redimensionamento, ou não, de suas ações pedagógicas. Assim, teremos respostas para as seguintes perguntas:

• O que os alunos aprenderam?

• Em que nível?

• O que eles ainda precisam aprender?

• O que o professor consegui ensinar?

• O que ele precisa para melhorar sua prática pedagógica?

• O que precisa ser modificado no processo ensino-aprendizagem?

Uma discussão de grande importância para os avaliadores educacionais é a diferença entre os enfoques de medida com referência a normas e com referência a critério. Caracterizando esses dois enfoques, podemos dizer que os instrumentos de medida com referência a normas são utilizados para selecionar alguns indivíduos de determinado grupo ou para classificá-los em ordem crescente de desempenho, para detectar quem são os melhores. O exemplo clássico é a formação de equipes por turma para a participação em competições. Nesse enfoque em que os desempenhos dos alunos são comparados entre si, o grupo é o referencial. Esse critério está associado à exclusão dos “menos habilidosos”. Já os instrumentos de medida com referência a critério são utilizados quando queremos estimar o nível de desempenho do indivíduo em relação às suas potencialidades ou a algum critério padronizado (padrão de conhecimento, conduta, habilidade esperado). Nesse caso, o nível de aprendizagem de cada aluno é comparado a seu próprio índice inicial. A utilização de um enfoque ou de outro vai depender dos objetivos propostos para a sua avaliação. Numa aula de Educação Física, se o objetivo é identificar o aluno mais veloz da turma, utilizam-se medidas com referência a normas; entretanto, se a intenção é verificar quanto o aluno melhorou em relação ao seu próprio desempenho inicial, utiliza-se a avaliação segundo critérios. Nesse caso, o diagnóstico inicial é utilizado como critério, ponto de partida para verificar os

avanços conquistados.

O que Fazer com os Resultados?

Os resultados precisam ser compartilhados com todos os envolvidos com o ensino para que os limites, necessidades e avanços no processo educativo sejam identificados na perspectiva de seu redimensionamento e melhoria da sua qualidade.

CONTEÚDO CURRICULAR

No que tange à estrutura organizacional dos conteúdos da Educação Física, a Secretaria Estadual da Educação definiu, a partir das orientações da LDB, a estruturação dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC - relevantes ao desenvolvimento das competências e habilidades consideradas imprescindíveis aos alunos em cada nível de ensino. Para enriquecer o CBC, cada escola deverá definir também os conteúdos complementares para atender às necessidades e aos interesses dos alunos, observadas as condições da escola e as características locais e regionais da comunidade onde está inserida

EIXOS TEMÁTICOS

No CBC da Educação Física, os conteúdos de ensino que estruturam e identificam essa área de conhecimento como componente curricular são organizados em eixos temáticos, que são: esporte, jogos e brincadeiras, ginástica, dança e movimentos expressivos.

Vale ressaltar que Corpo e Lazer são conhecimentos que deverão ser contemplados em todos os eixos temáticos.

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