
PIP / CBC EDUCAÇÃO FÍSICA - SRE ARAÇUAI
terça-feira, 1 de novembro de 2011

Repasse interno CBC
CBC DE EDUCAÇÃO FÍSICA – EQUIPE PIP II - SER – ARAÇUAI
ANALISTA PEDAGÓGICO - SAMUEL RAMALHO
INTRODUÇÃO
Esta revisão do CBC é fruto da avaliação contínua do seu processo de implantação e levou em consideração:
• As avaliações realizadas pelos professores e professoras das Escolas-Referência, em maio de 2005;
• As ponderações apresentadas pelos professores nos dois encontros de representantes de área;
• As análises efetuadas pelas consultoras durante o processo de elaboração das Orientações Pedagógicas (OP´s) e dos Relatórios de atividades (RA´s);
• A viabilidade da proposta, tendo em vista as condições atuais das escolas e as projetadas no PDPI.
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES
• A capoeira deixa de ser um conteúdo complementar, tornando-se conhecimento pertinente ao CBC;
• O lazer, entendido nesta proposta como uma das finalidades da Educação Física, dimensão fundamental da formação humana, passa a ser considerado em todos os eixos temáticos. Assim como os estudos sobre o corpo, o lazer perpassa todo o conhecimento da Educação Física.
EDUCAÇÃO FÍSICA: UMA CONSTRUÇÃO HISTÓRICA
A Educação Física, no âmbito escolar, vem mudando, ao longo do tempo, de acordo com os princípios éticos da sociedade e os projetos político-pedagógicos construídos em cada época. Assim, o que hoje estamos chamando de Educação Física passa, necessariamente, pela reflexão sobre o seu processo de constituição como componente curricular na história da escola moderna.
n “A Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da educação básica, ajustando-se às faixas etárias e às necessidades da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos” (BRASIL, 1996).
- A redação desse artigo da LDB foi alterada duas vezes. Primeiramente, incluindo o termo obrigatório, e depois, incorporando a seguinte redação:
§ 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática facultativa ao aluno:
• que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas
• maior de trinta anos de idade;
• que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, estiver obrigado à prática da educação física;
• amparado pelo Decreto-Lei n. 1.044, de 21 de outubro de 1969;
• que tenha prole.
RAZÕES QUE JUSTIFICAM O ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA
Como área do conhecimento, a Educação Física deve tratar das práticas corporais construídas ao longo dos tempos. Todavia, não se trata de qualquer prática ou movimento, e sim os que se apresentam na forma de esporte, ginástica, jogos, brincadeiras, dança, movimentos expressivos, dentre outros. Essas vivências, seus conceitos, sentidos e significados são conteúdos legítimos a ser problematizados em todos os níveis da educação básica
FINALIDADES DA EDUCAÇÃO FÍSICA
Discutir a importância da Educação Física à luz da proposta da Unesco para a educação no século XXI, nos permitiu redimensionar suas finalidades a partir de quatro pilares: aprender a conhecer e a perceber; aprender a conviver; aprender a viver; aprender a ser.
DIRETRIZES PARA O ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA
• Corpo concebido na sua totalidade;
• A qualidade de vida como requisito para a vivência corporal plena;
• As práticas corporais como linguagem;
• A ludicidade como essência da vivência corporal;
• A escolarização como tempo de vivência de direitos;
• A democracia como fundamento do exercício da cidadania;
• A ética e a estética como princípios norteadores da formação humana.
A QUALIDADE DE VIDA COMO REQUISITO PARA A VIVÊNCIA CORPORAL PLENA
É comum pensar a qualidade de vida apenas na perspectiva da saúde, entendida como ausência de doença.
Entretanto, a qualidade de vida, considerada na perspectiva do corpo totalidade, é o estado de bem-estar geral dos sujeitos, em todas as suas dimensões.
Assim, falar em qualidade de vida implica pensar, sobretudo, na dignidade humana, na saúde como o estado de bem-estar biopsicossocial dos sujeitos, nas relações desses sujeitos consigo mesmos, com o outro, com os meios físico, cultural e social. Isso, por sua vez, implica levar em conta diferentes fatores que atuam nas condições de vida dessas pessoas, como os condicionantes das dimensões biológicas, psicológica, social, cultural econômica, ambiental, espirituais dentre outras.
A LUDICIDADE COMO ESSÊNCIA DA VIVÊNCIA CORPORAL
A ludicidade como essência da vivência corporal dos alunos tem como características básicas o prazer e o exercício da liberdade, os quais, por sua vez, implicam em realizar escolhas de forma autônoma, assumindo quaisquer responsabilidades sobre ela.
* é uma atividade voluntária, o que implica tomadas de decisão dos participantes na organização da experiência;
* é uma ação movida pelo desejo e satisfação de quem participa;
* tem limites de tempo e de espaço próprios, ou seja, limites dados pelos participantes e que, por isso, possuem significados para eles;
* possibilita aos participantes organizar a atividade e construir ou (re)criar coletivamente suas regras. Nesse sentido, a vivência lúdica constitui espaço de inovação e criatividade;
* é uma atividade que tem a tendência a se tornar permanente, após sua vivência, pois motiva a repetição do vivido e a formação de hábitos e de grupos com os mesmos interesses culturais.
ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS
“A organização de um ‘programa mínimo’ para a Educação Física, deverá pelo menos, conseguir pôr fim à nossa ‘bagunça interna’ enquanto disciplina/atividade escolar, ou seja, o fato de não termos um programa de conteúdos numa hierarquia de complexidade, nem objetivos claramente definidos para cada série de ensino. O professor decide, de acordo com alguns fatores, entre eles o seu bom ou mau humor, o que ensinar.” (KUNZ,1994, p.143)
PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS
n Reconhecimento e valorização das experiências e conhecimentos prévios dos alunos;
n Consideração da diversidade cultural como ponto de partida da educação inclusiva;
n Integração teoria-prática;
n Interdisciplinaridade;
n Articulação coerente entre conteúdos, métodos e recursos didáticos;
n Ressignificação da concepção dos espaços e tempos;
n Avaliação processual e permanente;
n Aprendizagem continuada
n
CARTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Da indispensabilidade de uma Educação Física de qualidade nas escolas
d) Tenha práticas esportivas e jogos em seu conteúdo, sob a forma de Esporte Educacional, que ao não reproduzir o esporte de rendimento no ambiente escolar, deve apresentar-se com regras específicas que permitam atender a princípios sócio-educativos;
e) Possibilite ao aluno uma variedade considerável de experiências, vivências e convivências no uso de atividades físicas e no conhecimento de sua corporeidade;
Avaliação do Processo Ensino-Aprendizado
Historicamente, o fato de a Educação Física ser concebida como atividade e a avaliação escolar estar atrelada à idéia de atribuir nota, na perspectiva de aprovação ou reprovação, tem contribuído para que os professores dessa área não avaliem o processo ensino-aprendizagem de forma sistemática. A avaliação merece atenção especial, uma vez que desempenha diversas funções e serve a vários objetivos, não só para os alunos como para os professores, para a instituição escolar, a família e o sistema social.
O que Avaliar no Ensino da Educação Física?
A resposta a essa pergunta depende, em primeiro lugar, da intencionalidade da nossa ação pedagógica: O que o aluno precisa aprender? Que conhecimentos, competências, habilidades, atitudes/valores/comportamentos os alunos precisam desenvolver? Afinal, o que pretendemos ensinar? Nessa perspectiva de avaliação, diferentes variáveis precisam ser analisadas, dentre as quais destacamos:
• A proposta de ensino da Educação Física (objetivos, princípios, metodologias de ensino, conteúdos de ensino;
• O desempenho do professor (competência/habilidade para ensinar, a metodologia e os recursos utilizados, a relação com o aluno, o compromisso com o ensino, etc.);
• O nível de aprendizagem/desempenho do aluno (grau de desenvolvimento das competências e habilidades, nível de participação, interesse, freqüência, assiduidade, pontualidade, relação com colegas e professores, dentre outros);
• A infra-estrutura física e material da escola.
Para que Avaliar?
Avalia-se para conhecer os alunos, suas necessidades e seus interesses, para diagnosticar se o aluno está aprendendo e se o professor está ensinando de forma adequada, para planejar o ensino – para detectar, ao longo do processo, os avanços conquistados, bem como as dificuldades que precisam ser superadas pelos professores, pelos alunos, pela instituição e pela família.
Nesse cenário, a avaliação está comprometida com o contínuo aprimoramento dos sujeitos e do processo ensino-aprendizagem. O conhecimento sobre os limites/dificuldades e as competências/potencialidades dos alunos e professores permite tomar decisões que, efetivamente, possam promover o aperfeiçoamento pessoal e coletivo. Nessa lógica de avaliação, as dificuldades passam a ser ponto de partida para a superação e melhoria do desempenho. Avalia-se, também, para diagnosticar níveis de aprendizagem, bem como interesses, preferências, opiniões e sugestões que possam contribuir para a melhoria do processo ensino aprendizagem. Em outras palavras, avalia-se para verificar em que medida os alunos desenvolveram as competências e as habilidades esperadas. Além dessas funções, a avaliação pode ser utilizada para classificar/selecionar grupos de alunos para participar de determinados eventos culturais e esportivos. Nesse sentido, ela serve para selecionar/excluir, aprovar/reprovar.
Mas quem Avalia?
Partindo do pressuposto de que a avaliação é parte intrínseca do processo ensino aprendizagem, todos os que estão envolvidos devem participar de forma crítica e dialogada: alunos, professores, dirigentes, comunidade, famílias. Enfim, todos aqueles que estão comprometidos com a melhoria do ensino da Educação Física. É importante ressaltar que a escola possui instâncias e momentos específicos para que esses sujeitos se posicionem perante o processo de avaliação (conselho de classes, colegiados, conselhos de pais, etc.). No cotidiano, porém, alunos e professores devem tornar essa prática uma constante. É importante que os professores de Educação Física participem de todas as instâncias de avaliação coletiva.
Quando se Deve Avaliar?
É fundamental que a avaliação, no contexto do ensino da Educação Física, esteja presente ao longo de todo o processo educativo. Inicialmente, os professores devem fazer um diagnóstico para detectar o que os alunos já sabem, o que eles ainda precisam aprender e quais são suas necessidades. A partir daí, a avaliação deverá ser realizada de forma contínua, para acompanhar e retroalimentar a trajetória de aprendizagem do aluno, ao longo de cada aula, tendo em vista as intencionalidades das ações pedagógicas estabelecidas em curto, médio e longo prazo.
Como Avaliar?
Coletando dados/informações sobre o processo ensino-aprendizagem, utilizando diversos instrumentos: observações sistemáticas (registros, relatórios, fichas avaliativas), entrevistas escritas e orais (aulas dialogadas com registro), questionários, vídeos, fotos, testes, provas escritas e orais, auto-avaliação, pesquisas, debates, seminários, interpretação de desenhos, dentre outros. Cada um desses instrumentos possui especificidades quanto à sua utilização. Uma vez coletados, os dados precisam ser organizados, categorizados e analisados de forma tal que professores, alunos, escola, família possam fazer uma leitura crítica dos seus significados. A análise dos dados deve ser feita à luz de referenciais, isto é, de critérios (padrões de desempenho, conduta, atitude) previamente estabelecidos em coerência com os objetivos e princípios norteadores da proposta pedagógica da escola. Esses critérios permitirão fazer um julgamento de valor (ótimo, bom, regular, ruim, baixo/alto, aprovado/reprovado, rápido/lento, apto/inapto) sobre o nível de aprendizagem/desempenho dos alunos e também dos professores. Esse conjunto de informações subsidiará a tomada de decisão do professor sobre a aprendizagem do aluno e do redimensionamento, ou não, de suas ações pedagógicas. Assim, teremos respostas para as seguintes perguntas:
• O que os alunos aprenderam?
• Em que nível?
• O que eles ainda precisam aprender?
• O que o professor consegui ensinar?
• O que ele precisa para melhorar sua prática pedagógica?
• O que precisa ser modificado no processo ensino-aprendizagem?
Uma discussão de grande importância para os avaliadores educacionais é a diferença entre os enfoques de medida com referência a normas e com referência a critério. Caracterizando esses dois enfoques, podemos dizer que os instrumentos de medida com referência a normas são utilizados para selecionar alguns indivíduos de determinado grupo ou para classificá-los em ordem crescente de desempenho, para detectar quem são os melhores. O exemplo clássico é a formação de equipes por turma para a participação
avanços conquistados.
O que Fazer com os Resultados?
Os resultados precisam ser compartilhados com todos os envolvidos com o ensino para que os limites, necessidades e avanços no processo educativo sejam identificados na perspectiva de seu redimensionamento e melhoria da sua qualidade.
CONTEÚDO CURRICULAR
No que tange à estrutura organizacional dos conteúdos da Educação Física, a Secretaria Estadual da Educação definiu, a partir das orientações da LDB, a estruturação dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC - relevantes ao desenvolvimento das competências e habilidades consideradas imprescindíveis aos alunos em cada nível de ensino. Para enriquecer o CBC, cada escola deverá definir também os conteúdos complementares para atender às necessidades e aos interesses dos alunos, observadas as condições da escola e as características locais e regionais da comunidade onde está inserida
EIXOS TEMÁTICOS
No CBC da Educação Física, os conteúdos de ensino que estruturam e identificam essa área de conhecimento como componente curricular são organizados em eixos temáticos, que são: esporte, jogos e brincadeiras, ginástica, dança e movimentos expressivos.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
TODT, Nelson Schneider. Um país olímpico sem educação olímpica? In: PRÊMIO BRASIL DE ESPORTE E LAZER DE INCLUSÃO SOCIAL. 1. ed. Coletânea dos Premiados de 2008. Brasília: Ministério do Esporte, 2009. p. 370-380.
http://boletimef.org/biblioteca/2197/Um-pais-olimpico-sem-educacao-olimpica
De volta...
O uso da Internet para difundir a Educação Olímpica no Brasil
Cristiano Mega Belém - Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro/RJ
Resumo
O Projeto Educação Olímpica na Escola pela Internet tem o apoio da Academia Olímpica Brasileira do COB e se propõe a difundir tópicos elementares do Olimpismo: Fair Play, Símbolos e Cerimônias dos Jogos Olímpicos, História e Tradições Olímpicas.
Abstract
The Olympic Education in Schools by Internet Project has the support of Brazilian Olympic Academy – National Olympic Committee (COB) and has the purpose of diffusion of Olympism’s mais elements: Fair Play, Symbols and Ceremonies of Olympic Games, Olympic history and traditions.
Introdução
O Projeto Educação Olímpica na Escola foi criado para possibilitar o ensino dos valores do Olimpismo aos jovens estudantes das escolas brasileiras. O Programa de Educação Olímpica, em sua versão experimental, foi desenvolvido para crianças do 2º ciclo do ensino fundamental (5ª a 8ª série) e jovens do ensino médio profissionalizante. Essa iniciativa tem como propósito gerar um modelo a ser oferecido a todos os interessados no desenvolvimento da Educação Olímpica no país. Para implantação, troca de informações e divulgação do material utilizado, o Projeto foi disponibilizado na INTERNET desde out/98, nos seguintes endereços:
www.pocos-net.com.br/olimpica
http://www.sportseducationline.esp.br/olimpic .
Atualmente estamos atualizando o site, que está com novo layout, novos conteúdos e recursos técnicos.
Justificativa
O Projeto Educação Olímpica na Escola tem como proposta básica a apreensão de novos comportamentos e hábitos saudáveis na adolescência. Sendo um Programa com características multidisciplinares promove a interação da disciplina de educação física com outras disciplinas. Abaixo apontamos algumas questões abordadas
Como a Educação Olímpica pode ajudar no Programa Escolar e aos Jovens Estudantes?
17Projeto “Educação Olímpica na Escola” - O uso da Internet para difundir a Educação Olímpica no Brasil Promovendo experiências na população jovem, que os ajudem a viver o Espírito dos Jogos Olímpicos onde quer que eles vivam, reafirmando suas tradições esportivas, heróis e heroínas do esporte.
A proximidade dos Jogos Olímpicos de Sydney motiva os alunos pelo conteúdo?
Sim, a mística da Olimpíada cria mais interesse e entusiasmo através da televisão, rádio e jornais, motivando os jovens e estimulando sua imaginação, com relação a países e culturas diferentes. Eventos especiais como os Jogos Olímpicos possibilitam criar uma série de tarefas para sala de aula e promovem bons modelos para importantes mensagens educacionais como: solidariedade, persistência, determinação, companheirismo, etc. Além disto, os Jogos Olímpicos podem tornar-se um foco para o estudo de povos e culturas nas disciplinas de Estudos Sociais, resolução de problemas, usando a estatística esportiva em Matemática, textos e reportagens em Comunicação e Expressão, símbolos e esculturas
A Educação Olímpica interage com outros conteúdos do Ensino Fundamental e Médio?
Sim, a Educação Olímpica valoriza a interdisciplinaridade dos conteúdos componentes do currículo do Ensino Fundamental e Médio, podendo representar uma alternativa pioneira
Os tópicos estudados no Programa de Educação Olímpica são atuais?
Sim, algumas das maiores questões de nosso tempo, tais como: proteção ao meio ambiente, o papel da mulher na sociedade, conflitos globais e resolução dos mesmos, racismo e intolerância, promoção do fair play e ética, enfatizar a unidade de corpo e espírito, podem tornar-se parte de um projeto de Estudos Olímpicos e um componente dinâmico para os currículos escolares.
Desenvolvimento
ENSINO FUNDAMENTAL
No ensino fundamental o Projeto é desenvolvido através da realização de atividades práticas e teóricas do Caderno de Atividades do Aluno do Manual de Educação Olímpica na Escola, traduzido e adaptado do manual “KEEP THE SPIRIT ALIVE - YOU AND OLYMPIC GAMES, IOC Commission for the Internacional Olympic Academy and Olympic Education,
ENSINO MÉDIO
No ensino Médio Profissionalizante o Projeto está voltado às Escolas Agrotécnicas Federais, e visa investigar os valores e fundamentos do Fair Play, componente básico dos ideais do Olimpismo. A primeira parte do Projeto junto ao Ensino Médio Profissionalizante já foi realizada, e se constitui de uma investigação sobre os valores do Fair Play, realizado no ano de 1998 e apresentada em forma de Painel no 5º Congresso
Mundial de Lazer e Tempo Livre - SP nov/98 , com o título “O ESPÍRITO DESPORTIVO (Fair-Play) NAS ATIVIDADES FÍSICAS DE LAZER PRATICADAS PELOS ALUNOS DO CURSO TÉCNICO
A segunda parte do Projeto frente ao Ensino Médio Profissionalizante consiste na investigação dos valores do Olimpismo nas Escolas Agrotécnicas Federais, num total de 52 escolas espalhadas por todas as regiões brasileiras. Nossa proposta de estudo tem como objetivo coletar informações via questionário descritivo em pelo menos 3 escolas de cada região, a fim de verificar quais as atitudes dos alunos frente a situações do seu cotidiano esportivo e como diferentes grupos (serão investigados jovens de todas as regiões do Brasil) reconhecem estes valores e se comportam diante deles, em situações
esportivas hipotéticas que serão apresentadas no questionário de investigação. Material, Recursos e Métodos
ENSINO FUNDAMENTAL
No ensino fundamental o Projeto é desenvolvido através da realização de atividades práticas e teóricas proposta no Caderno de Atividades do Aluno, este caderno de atividades e foi dividido em módulos com temas associados ao Olimpismo, esta divisão permite o professor de educação física escolher uma atividade ou um tema pertinente ao conteúdo que esteja sendo estudado pelos alunos dentro da programação anual escolar. O Caderno de Atividades do Aluno parte integrante do Manual de Educação Olímpica na Escola, é constituído por tópicos relacionados com o conhecimento e aprendizagem dos Ideais do Olimpismo, 5 módulos completam o Caderno de Atividades do Aluno .
Módulo1 – Espírito dos Jogos Olímpicos Modernos, Símbolos e Cerimônias: Bandeira, Fogo, Cerimonial, Anéis Olímpicos, Mascote, Tocha Olímpica, Pierre de Coubertin e Comitê Olímpico Internacional, Carta Olímpica, Juramento Olímpico, 19Projeto “Educação Olímpica na Escola” - O uso da Internet para difundir a Educação Olímpica no Brasil
Módulo 2 - O Espírito dos Jogos Olímpicos da Antigüidade, Olímpia a cidade sagrada, Como os Jogos começaram, Os esportes nos Jogos Olímpicos da Antigüidade, Fatos Históricos e palavras Gregas.
Módulo 3 - O Espírito do Esporte Olímpico, Os Jogos Olímpicos de Verão e Inverno, Esportes Olímpicos, Organização e Comitês, Grandes Momentos; os Heróis Olímpicos, Fair Play nos Esportes: A Concepção Global.
Módulo 4- Jogos Olímpicos: O Espírito Universal, A Geografia dos Jogos: Cidades e Países que sediaram Jogos Olímpicos, As Nações Olímpicas e os Comitês Olímpicos Nacionais, Desafio das Diferenças: Questões Olímpicas um Mundo de Desafios.
Módulo 5 - O Espírito Íntimo: O Atleta Olímpico, Por trás do Atleta Olímpico: Treinamento, Determinação, Persistência, Habilidade e Otimismo, Nossos Heróis e Heroínas Olímpicas, Corpo Humano e as Atividades Esportivas; Coração, Planejamento, Treinamento e Programa de Atividades Individual,
Vencer e/ou Perder ... O que é importante? Resolvendo o Conflito
Este material pode ser copilado e reproduzido de acordo com as condições de cada estabelecimento de ensino, na sua totalidade ou em partes, uma vez que os módulos tratam de assuntos diferentes propondo atividades e tarefas independentes em cada módulo, possibilitando uma maior flexibilidade na elaboração do conteúdo disciplinar.
Sendo um Programa com características multidisciplinares, permite um aumento de conhecimento nas diferentes áreas de domínio da aprendizagem: Domínio afetivo (valores e Ideais Olímpicos), Domínio Psicomotor (atividades físicas e esportivas), Domínio Cognitivo (história, culturas, símbolos, etc.), Domínio Psicossocial (solidariedade, companheirismo).
ENSINO MÉDIO
No ensino Médio Profissionalizante o Projeto consiste na investigação dos valores do Olimpismo nas Escolas Agrotécnicas Federais, esta investigação será feita via questionário descritivo, que deverá ser respondido pelos alunos participantes do estudo. Esta investigação tem como 20Projeto “Educação Olímpica na Escola” - O uso da Internet para difundir a Educação Olímpica no Brasil objetivo principal a verificação das atitudes e comportamentos dos jovens alunos das Escolas Agrotécnicas diante de situações hipotéticas do seu cotidiano esportivo.
Os valores fundamentais do Olimpismo investigado serão os seguintes: honestidade, desportividade, solidariedade e companheirismo. As questões estarão abordando o cotidiano escolar e esportivo dos alunos das Escolas Agrotécnicas Federais, que na grande maioria das escolas espalhadas pelo Brasil vivem num regime de internato, o que garante uma característica singular a amostra em comparação as outras modalidades de ensino médio técnico-profissionalizante existente no país.
As questões foram elaboradas através de um questionário fechado sugerindo situações hipotéticas, mas bem conhecidas dos alunos no ambiente escolar. As questões abordam o cotidiano dos alunos na escola, dentro de um contexto de competição, aula e lazer.
Foram elaboradas 16 questões com 3 opções de resposta, uma caracterizando a concordância, outra a discordância e outra a concordância parcial com a questão (afirmações), também foram elaboradas 2 questões objetivas no questionário para investigar quais as atividades mais praticadas pelos alunos durante o tempo livre na escola . Nesta fase do Projeto o apoio do MEC – Ministério da Educação, através da Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico - SEMTEC, na figura do ilustre Secretário Prof. Rui Berger tem grande importância, pois irá possibilitar o deslocamento a escolas regionais para divulgação do Projeto junto aos professores de Educação Física das Escolas Agrotécnicas e a coleta de dados junto a comunidade discente.
Apresentação e Avaliação parcial dos resultados Não fugindo a proposta inicial do Projeto Educação Olímpica na Escola, nesta fase utilizaremos a INTERNET para a apresentação e divulgação dos resultados, a coleta de dados (resposta ao questionário) quando possível poderá ser realizada no próprio site através do preenchimento do formulário de pesquisa on-line. Todos os dados coletados e analisados na pesquisa estarão disponíveis no SITE, estes resultados serão de grande importância para futuras
intervenções e para construção de um modelo no futuro.
Considerações Finais
A proposta aqui apresentada tem a preocupação de somar esforços para o crescimento do jovem cidadão brasileiro, proporcionando a juventude uma proposta Educacional pioneira e atual na qual as questões sociais, culturais e de saúde caminham lado a lado para construirmos uma nação mais justa e saudável. Quanto aos benefícios para o Governo Federal e o Comitê Olímpico Brasileiro, o presente Projeto intenciona criar fundamentos pedagógicos para 21Projeto “Educação Olímpica na Escola” - O uso da Internet para difundir a Educação Olímpica no Brasil disponibilizar o Programa de Educação Olímpica para todo o país, com um mínimo de custos.
Referências Bibliográficas
KEEP THE SPIRIT ALIVE - YOU AND OLYMPIC GAMES, IOC Commission for the Internacional Olympic Academy and Olympic Education, 1995.
EDUCATION PACK - BRITISH OLYMPIC ASSOCIATION, 1996 MAYORS´ OlympicKids FOR FITNESS, United States Olympic Committee, 1998.
ESTUDOS OLÍMPICOS: Programa de Pós-Graduação
CÓDIGO DE ÉTICA DESPORTIVA - Conselho da Europa, Oeiras, Câmara Municipal de Oeiras - Portugal, 1996.
OLYMPIC CHARTER, Comitê Olímpico Internacional, Lausanne, COI, 1997.
GONÇALVES, Carlos, O PENSAMENTO DOS TREINADORES SOBRE O ESPÍRITO DESPORTIVO NA FORMAÇÃO DOS JOVENS PRATICANTES, Oeiras, Câmara Municipal de Oeiras, 1996.
sábado, 15 de outubro de 2011
III Simpósio de Educação Física - Boas Práticas Olímpicas
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
HOJE SIM...
III Simpósio de Educação Física - Boas Práticas Olímpicas
